Atualizado em 18 de outubro de 2026 | Obesidade, diabetes tipo 2 e novos medicamentos
A indústria farmacêutica continua desenvolvendo novas alternativas para o tratamento da obesidade, e uma das novidades mais recentes vem da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.
A empresa anunciou, em 30 de setembro de 2026, resultados promissores de uma combinação experimental chamada EloraTZP, que reúne duas substâncias: tirzepatida e eloralintide. A proposta é atuar simultaneamente em diferentes mecanismos hormonais envolvidos no controle do apetite, da saciedade e do metabolismo da glicose.
Os resultados iniciais sugerem que essa associação pode proporcionar uma perda de peso superior à observada com a tirzepatida isoladamente. Entretanto, é fundamental esclarecer que o EloraTZP ainda não é um medicamento aprovado ou disponível para comercialização. A combinação concluiu um estudo de fase 2b e deverá avançar para estudos de fase 3, etapa necessária para confirmar sua eficácia e segurança em populações maiores.
Para compreender essa nova estratégia, precisamos conhecer os dois componentes. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua nos receptores de dois hormônios chamados GIP e GLP-1, que participam da regulação da glicemia, do apetite e da ingestão alimentar.
Já o eloralintide é uma molécula experimental desenvolvida para ativar seletivamente receptores da amilina, outro hormônio naturalmente produzido pelo organismo. Dessa maneira, o EloraTZP pretende atuar em três vias hormonais complementares: GIP, GLP-1 e amilina.
É importante entender que não se trata de uma nova molécula com três ações próprias, mas da combinação de dois medicamentos com mecanismos diferentes. A hipótese dos pesquisadores é que essa atuação conjunta possa ampliar os resultados do tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A amilina é um hormônio produzido pelas células beta do pâncreas e liberado juntamente com a insulina, principalmente após as refeições. Entre suas funções estão participar da regulação da saciedade, retardar o esvaziamento gástrico e modular a liberação de glucagon após a alimentação. Em termos simples, ela ajuda o organismo a reconhecer que já recebeu alimentos suficientes e participa dos sinais que contribuem para encerrar uma refeição.
O eloralintide foi desenvolvido para reproduzir parte dessas ações por meio da ativação dos receptores de amilina, especialmente o receptor AMY1. A intenção não é simplesmente bloquear a fome, mas interferir em mecanismos biológicos que regulam a ingestão alimentar. Isso é relevante porque a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e biologicamente complexa, e não apenas uma consequência de escolhas individuais ou falta de força de vontade.
Os resultados mais consistentes divulgados até agora vieram de um ensaio clínico de fase 2b, identificado pelo registro NCT06603571. A pesquisa incluiu 367 adultos com obesidade ou sobrepeso associado ao diabetes mellitus tipo 2, acompanhados durante 48 semanas.
Os participantes foram distribuídos entre diferentes grupos que receberam eloralintide isoladamente, tirzepatida isoladamente, combinações das duas substâncias ou placebo. Na combinação de maior dose estudada, a redução média do peso corporal alcançou 23,3% após 48 semanas, enquanto o grupo que recebeu tirzepatida 15 mg apresentou redução média de 14,8%.
Para exemplificar, uma perda de 23,3% corresponderia a aproximadamente 23,3 kg em uma pessoa que inicialmente pesasse 100 kg.
Entretanto, esses percentuais representam médias obtidas em condições específicas de pesquisa e não significam que todas as pessoas apresentarão os mesmos resultados.
Além da redução do peso corporal, os pesquisadores avaliaram os efeitos do tratamento sobre a hemoglobina glicada (HbA1c), exame utilizado para acompanhar o controle da glicose no sangue ao longo dos meses.
Na análise divulgada pela Eli Lilly, a combinação de eloralintide 9 mg com tirzepatida 15 mg proporcionou redução média de até 2,9 pontos percentuais na HbA1c, enquanto a tirzepatida isolada alcançou redução de 2,4 pontos percentuais.
Os participantes apresentavam hemoglobina glicada média inicial de aproximadamente 8,1%, o que demonstra a relevância clínica de investigar essa associação também no diabetes tipo 2. Contudo, ainda não é possível concluir que o EloraTZP reduzirá mais complicações cardiovasculares, renais ou a mortalidade.
Esses benefícios dependem de investigações específicas, com acompanhamento adequado e avaliação de desfechos clínicos, não apenas da perda de peso ou da melhora dos exames laboratoriais.
Um dos números que mais circulam nas redes sociais é a possibilidade de uma redução de aproximadamente 29% do peso corporal em cerca de 31 a 32 semanas. Esse resultado está relacionado a dados exploratórios de um estudo inicial com uma quantidade muito pequena de participantes, e não ao ensaio maior de fase 2b. Na análise que ganhou repercussão, apenas três participantes do grupo correspondente tinham dados disponíveis na avaliação de aproximadamente 32 semanas.
Isso torna a estimativa muito instável e impede sua utilização como previsão confiável de eficácia para a população geral. O resultado de 23,3% em 48 semanas, obtido no estudo de fase 2b, constitui uma referência mais robusta neste momento, embora também necessite de confirmação.
Além disso, não é cientificamente adequado comparar diretamente resultados de pesquisas diferentes, realizadas com populações, doses e durações distintas, para afirmar que determinado medicamento é superior a outro.
Um medicamento capaz de produzir maior perda de peso não é necessariamente melhor para todos os pacientes, especialmente quando consideramos sua segurança e tolerabilidade. No estudo de fase 2b, os efeitos adversos mais frequentes foram gastrointestinais, particularmente durante o aumento progressivo das doses.
Esses problemas ocorreram com maior frequência nos grupos que utilizaram a combinação do que naqueles tratados com as substâncias isoladamente. Um dado relevante é que entre 10,8% e 27% dos participantes que receberam EloraTZP interromperam o tratamento devido a eventos adversos, dependendo do esquema utilizado. Para comparação, essa proporção foi de 2,9% no grupo que recebeu tirzepatida isoladamente.
Esses números demonstram que o potencial benefício adicional precisa ser analisado juntamente com os riscos e reforçam a importância de estudos maiores, capazes de identificar eventos incomuns e avaliar os efeitos do uso prolongado.
É importante diferenciar o estágio de desenvolvimento do eloralintide isolado daquele da combinação EloraTZP. Até 7 de outubro de 2026, o eloralintide já estava sendo investigado em estudos de fase 3, enquanto a combinação com tirzepatida havia concluído a fase 2b.
A Eli Lilly anunciou a intenção de iniciar ainda no último trimestre de 2026 o programa de fase 3 denominado AMPLIFY, com estudos destinados a avaliar uma formulação que reúna as duas substâncias. Essa etapa envolverá populações maiores e permitirá investigar de maneira mais abrangente a eficácia, a segurança, a tolerabilidade e os possíveis benefícios clínicos da associação.
Também será necessário avaliar estratégias de aumento gradual das doses para tentar reduzir os efeitos gastrointestinais observados anteriormente. Portanto, dizer que a combinação já comprovou seus benefícios em estudos de fase 3 seria uma informação incorreta neste momento.+1
Apesar dos resultados promissores, não existe, até outubro de 2026, uma data oficial para o início da comercialização do EloraTZP no Brasil. Antes de chegar às farmácias, a combinação precisará demonstrar resultados favoráveis nas próximas etapas de pesquisa clínica e passar pela avaliação das autoridades regulatórias, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A aprovação da tirzepatida não significa que qualquer associação contendo essa substância esteja automaticamente autorizada. Cada nova combinação precisa apresentar evidências próprias de qualidade, eficácia e segurança.
Também é importante alertar que o eloralintide permanece experimental e não deve ser adquirido por meios informais nem utilizado em associações improvisadas com Mounjaro. Produtos anunciados na internet como versões prontas dessa combinação não representam, por si só, medicamentos aprovados.
Até que novas evidências sejam divulgadas e ocorra a autorização regulatória, o EloraTZP deve ser considerado exclusivamente uma estratégia terapêutica em investigação.
O desenvolvimento do EloraTZP representa mais um avanço na compreensão da obesidade como doença crônica que envolve mecanismos metabólicos, hormonais, neurológicos, genéticos e ambientais.
Durante muito tempo, o tratamento foi reduzido a recomendações simplistas sobre comer menos e movimentar-se mais, ignorando a complexidade dos mecanismos que regulam o peso corporal. A investigação de medicamentos que atuam simultaneamente em GIP, GLP-1 e amilina mostra que a ciência está buscando abordagens mais abrangentes para essa condição. Entretanto, novas tecnologias não eliminam a necessidade de acompanhamento médico individualizado, alimentação adequada, atividade física adaptada, preservação da massa muscular e avaliação das condições clínicas associadas.
O EloraTZP é uma possibilidade promissora, mas ainda não uma opção terapêutica disponível. O verdadeiro avanço dependerá de demonstrar que seus benefícios são clinicamente relevantes, sustentáveis e acompanhados de um perfil de segurança aceitável. A ciência está avançando, mas é justamente o respeito às etapas da pesquisa que permitirá transformar resultados preliminares em tratamentos confiáveis.
1. Eli Lilly and Company. Lilly’s EloraTZP (combination of eloralintide and tirzepatide) delivered greater weight loss and A1C reduction vs. tirzepatide 15 mg in adults with obesity and type 2 diabetes. 30 set. 2026. Comunicado oficial da Eli Lilly. https://investor.lilly.com/news-releases/news-release-details/lillys-eloratzp-combination-eloralintide-and-tirzepatide
2. Eli Lilly and Company. What to know about eloralintide. Atualizado em setembro de 2026. Informações científicas sobre eloralintide. https://www.lilly.com/news/stories/what-to-know-about-eloralintide
3. The Lancet. Eloralintide, a selective amylin receptor agonist for the treatment of obesity: a 48-week phase 2, multicentre, double-blind, randomised, placebo-controlled trial. 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41207310/

O EloraTZP é uma combinação experimental desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly para investigar novas possibilidades de tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Ele associa a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, ao eloralintide, uma substância que atua nos receptores da amilina. A proposta é controlar o apetite e favorecer a perda de peso por meio de mecanismos hormonais complementares. Apesar dos resultados promissores, ainda não é um medicamento aprovado para comercialização. Sua eficácia e segurança precisam ser confirmadas em pesquisas clínicas adicionais.
Os resultados preliminares sugerem que a combinação pode proporcionar uma perda de peso maior do que a tirzepatida utilizada isoladamente. Em um estudo de fase 2b, o grupo que recebeu a combinação de maior dose apresentou redução média de 23,3% do peso corporal em 48 semanas, contra 14,8% no grupo tratado com tirzepatida 15 mg. Entretanto, esses números não significam que todos os pacientes alcançarão resultados semelhantes. Também é necessário considerar os efeitos adversos, que foram mais frequentes com a combinação. Estudos maiores deverão confirmar se o benefício adicional justifica os riscos.
A tirzepatida é uma molécula que ativa os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, envolvidos na regulação da glicose, do apetite e da saciedade. O eloralintide é um medicamento experimental que ativa seletivamente receptores da amilina, outro hormônio relacionado ao controle da ingestão alimentar. Embora ambos possam contribuir para a redução do peso corporal, suas ações não são idênticas. A associação procura aproveitar mecanismos complementares para ampliar os efeitos terapêuticos. Isso não significa, entretanto, que a combinação será necessariamente adequada para todos os pacientes com obesidade.
A amilina é um hormônio produzido pelo pâncreas e liberado juntamente com a insulina, especialmente após as refeições. Ela participa dos mecanismos que promovem a saciedade, retardam o esvaziamento do estômago e regulam a secreção de glucagon. Sua ação contribui para que o organismo reconheça os sinais relacionados à ingestão alimentar. Medicamentos que ativam seus receptores procuram reproduzir parte desses efeitos fisiológicos. O eloralintide pertence a essa classe de substâncias, mas sua segurança e eficácia a longo prazo ainda estão sendo investigadas.
O percentual de aproximadamente 29% divulgado nas redes sociais surgiu de dados exploratórios de um estudo inicial, envolvendo um número extremamente pequeno de participantes naquela avaliação. Por isso, não pode ser considerado uma estimativa confiável da perda de peso esperada na população geral. No estudo maior de fase 2b, o resultado mais expressivo divulgado foi uma redução média de 23,3% após 48 semanas. Esses valores também dependem das doses utilizadas, das características dos participantes e da duração do tratamento. A ciência exige resultados reproduzíveis em pesquisas maiores antes de estabelecer expectativas de eficácia.
Em outubro de 2026, a combinação EloraTZP havia concluído um estudo clínico de fase 2b, enquanto a Eli Lilly anunciava planos para avançar à fase 3. É importante distinguir essa combinação do eloralintide utilizado isoladamente, que já possui pesquisas de fase 3. Os estudos de fase 3 são fundamentais porque envolvem populações maiores e investigam com mais profundidade a eficácia e a segurança. Também permitem avaliar diferentes esquemas de tratamento e sua tolerabilidade. A conclusão favorável dessas etapas é necessária para embasar pedidos de aprovação às autoridades regulatórias.
Ainda não existe uma data oficial para a comercialização do EloraTZP no Brasil. Antes disso, a combinação deverá passar por novas pesquisas clínicas e demonstrar que seus benefícios superam os riscos associados ao tratamento. Posteriormente, será necessário solicitar autorização aos órgãos reguladores, incluindo a Anvisa. Esse processo pode levar anos e não existe garantia de aprovação. Portanto, anúncios que prometem a chegada imediata do produto às farmácias brasileiras devem ser interpretados com cautela.
Até outubro de 2026, a combinação EloraTZP não possuía aprovação para comercialização pela Anvisa, no Brasil, nem pelo FDA, nos Estados Unidos. A tirzepatida já possui autorizações regulatórias para indicações específicas, mas isso não significa que sua associação ao eloralintide esteja automaticamente aprovada. Novos medicamentos e combinações precisam demonstrar individualmente qualidade, eficácia e segurança. A documentação regulatória deverá incluir resultados dos estudos clínicos e informações sobre sua fabricação. Enquanto não houver aprovação, o EloraTZP permanece um tratamento experimental.
Os efeitos adversos observados com maior frequência nos estudos foram gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos e outros sintomas digestivos. Esses problemas foram particularmente relevantes durante o aumento progressivo das doses. No estudo de fase 2b, a combinação apresentou uma proporção maior de interrupções do tratamento por eventos adversos do que a tirzepatida isoladamente. Ainda não é possível conhecer completamente os riscos associados ao uso prolongado. Por isso, os estudos futuros precisarão avaliar não apenas a intensidade da perda de peso, mas também a tolerabilidade e a segurança clínica.
A combinação está sendo investigada como possível tratamento da obesidade, incluindo populações com diferentes características metabólicas. Entretanto, os resultados destacados do estudo de fase 2b foram obtidos especificamente em adultos com obesidade ou sobrepeso associado ao diabetes tipo 2. Não é correto presumir que a mesma magnitude de perda de peso ocorrerá em pessoas sem diabetes. Os resultados dependem de fatores como peso inicial, condições metabólicas, doses e duração do acompanhamento. As futuras indicações dependerão das populações estudadas e das decisões das autoridades regulatórias.
Uma perda de peso expressiva pode envolver redução tanto da massa gorda quanto de componentes da massa livre de gordura, incluindo massa muscular. Esse fenômeno não é exclusivo do EloraTZP e pode ocorrer com diferentes tratamentos para obesidade. Ainda são necessários dados específicos para compreender os efeitos da combinação sobre a composição corporal e a função muscular. O acompanhamento clínico deverá considerar ingestão adequada de proteínas, treinamento de força e avaliação nutricional individualizada. O objetivo do tratamento não deve ser apenas reduzir o número na balança, mas melhorar a saúde preservando a capacidade funcional.
Os resultados do estudo de fase 2b indicaram melhora importante do controle glicêmico em participantes com diabetes tipo 2. A combinação de maior dose proporcionou redução média de até 2,9 pontos percentuais na hemoglobina glicada, marcador utilizado para avaliar a glicemia dos últimos meses. Esse resultado sugere benefícios metabólicos que vão além da redução do peso corporal. Entretanto, ainda não está demonstrado que a combinação reduza complicações cardiovasculares, renais ou mortalidade. Esses desfechos exigem pesquisas específicas e acompanhamento clínico de maior duração.
Não. O eloralintide permanece uma substância experimental e não está aprovado para comercialização como medicamento. Produtos oferecidos informalmente na internet podem apresentar problemas de procedência, pureza, concentração e esterilidade. Além disso, os esquemas utilizados nas pesquisas seguem protocolos específicos de administração e aumento gradual das doses. Reproduzir essas associações por conta própria pode provocar efeitos adversos importantes e imprevisíveis. A utilização da combinação deve permanecer restrita aos estudos clínicos devidamente autorizados e supervisionados.
Ainda não existem evidências suficientes para afirmar que o EloraTZP poderá substituir a cirurgia bariátrica. Embora os percentuais preliminares de perda de peso sejam expressivos, medicamentos e procedimentos cirúrgicos possuem características, riscos, benefícios e indicações diferentes. Além disso, ainda não conhecemos adequadamente a manutenção dos resultados após anos de tratamento com essa combinação. A cirurgia bariátrica também apresenta evidências de benefícios metabólicos e clínicos de longo prazo em populações específicas. A escolha terapêutica deverá continuar considerando a situação individual de cada paciente e as evidências disponíveis.
O EloraTZP representa uma das estratégias em investigação para ampliar as possibilidades farmacológicas no tratamento da obesidade. A associação de medicamentos que atuam em diferentes vias hormonais pode proporcionar benefícios adicionais em relação às terapias atuais. Entretanto, os resultados preliminares não garantem que a combinação será aprovada ou adequada para todas as pessoas. Segurança, tolerabilidade, preservação muscular, manutenção da perda de peso e efeitos clínicos de longo prazo continuam sendo questões essenciais. O futuro do tratamento da obesidade provavelmente envolverá terapias cada vez mais individualizadas, associadas ao acompanhamento nutricional, à atividade física e ao cuidado médico contínuo.
Autor: Dr. Frederico Lobo – Médico Nutrólogo – CRM-GO 13192 – RQE 11915 – Gostou do texto e quer conhecer mais sobre minha pratica clínica,
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