Muita gente ainda associa o nutrólogo apenas a “emagrecimento” e “ganho de massa muscular”. Na prática, isso representa uma parte pequena do vasto campo da Nutrologia.
Meu dia a dia no consultório em Goiânia trato muito obesidade, mas também pacientes com questões complexas de saúde, muitas vezes ligadas ao intestino, metabolismo, inflamação crônica, saúde mental e fases especiais da vida.
Ao longo dos anos, fui me especializando justamente em áreas que a maioria dos nutrólogos evita, por serem mais trabalhosas, exigirem estudo contínuo e um olhar mais detetive. Abaixo, você encontra um resumo dos principais perfis de pacientes que atendo hoje. Muito desse conhecimento devo ao ambulatório de Nutrologia no SUS, o qual estou a frente desde 2015. Caso queira conhecer mais sobre minha prática clínica, clique aqui.
Pessoas saudáveis que desejam orientações nutrológicas para comer de forma mais equilibrada, melhorar hábitos de vida e aumentar a chance de uma longevidade com qualidade. Ajudo a pessoa a ter autonomia alimentar.
Pacientes com forte histórico familiar de doenças relacionadas à alimentação (como câncer, doenças autoimunes e transtornos psiquiátricos) que querem uma alimentação mais protetora.
Quem busca um “check-up nutrológico” para investigar possíveis déficits de vitaminas, minerais e outros nutrientes, a partir de sinais, sintomas e exames laboratoriais.
Ganho de massa magra (hipertrofia muscular) sem uso de esteroides anabolizantes, SARMs ou biopeptídeos.
Sarcopenia (pouca massa muscular associada à perda de força).
Sobrepeso e obesidade. Vasta experiência com obesidade grave. Desde a infância/adolescência até idosos.
Baixo peso ou magreza excessiva constitucional.
Pacientes desnutridos, seja por doença, perda de apetite, dieta inadequada ou outros fatores.
Acompanhamento nutrológico pré e pós-cirurgia bariátrica.
Fadiga, cansaço crônico, fraqueza, indisposição e sensação de “pilha fraca” sem explicação clara.
Anemias carenciais (por deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico, cobre).
Situações em que se suspeita que a alimentação, o sono, o intestino ou a falta de nutrientes estejam drenando energia.
Pacientes vegetarianos, veganos, ovolactovegetarianos, reducitarianos que desejam fazer uma transição segura ou otimizar a alimentação.
Detecção de déficits nutricionais, investigação de sintomas relacionados a carências de nutrientes e planejamento de suplementação, quando necessário.
Importante: não atendo crudivorismo.
Aspectos nutricionais de ansiedade, depressão, insônia, transtorno bipolar e síndrome do pânico, em conjunto com o psiquiatra/psicoterapeuta.
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) – foco em ajustes alimentares, sono, nutrientes específicos e estilo de vida.
Importante: não tenho experiência com esquizofrenia ou autismo; nesses casos, a condução deve ser feita por psiquiatras com esse foco específico.
Aspectos nutrológicos da acne.
Aspectos nutrológicos da rosácea.
Queda de cabelo de origem nutricional.
Unhas quebradiças e frágeis associadas à falta de nutrientes ou alimentação inadequada.
Orientações nutrológicas no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2.
Dislipidemias: colesterol alto (hipercolesterolemia) e triglicérides elevados (hipertrigliceridemia).
Síndrome metabólica (com ou sem obesidade), incluindo alterações de glicemia, pressão arterial, circunferência abdominal e perfil lipídico.
Esteatose hepática não alcoólica / MASLD (doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica).
Hiperuricemia e gota (ácido úrico elevado).
Litíase renal (cálculo renal), incluindo estratégias dietéticas para reduzir recorrência.
Gases intestinais, distensão abdominal, estufamento, empachamento e digestão lentificada.
Intolerâncias alimentares: lactose, polióis, salicilatos, d-xilose, má absorção de frutose, rafinose, intolerância à histamina, sacarose, fructanos, galactanos.
Doença celíaca (aspectos nutrológicos, exclusão de glúten e manejo das carências nutricionais).
Sensibilidade não celíaca ao glúten.
Doença de Crohn (aspectos nutrológicos).
Retocolite ulcerativa (aspectos nutrológicos).
Doença diverticular do cólon e diverticulite (aspectos nutrológicos).
Constipação intestinal (intestino preso): investigação de causas alimentares e estratégias para melhora do trânsito intestinal.
Diarreia crônica: avaliação de causas nutricionais, intolerâncias e má absorção.
Dispepsia relacionada à ingestão de alimentos específicos (má digestão).
Gastrite e esofagite, com foco em ajustes alimentares que auxiliem o tratamento.
Alterações da permeabilidade intestinal (“leaky gut”).
Disbiose intestinal.
Síndrome de supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) e supercrescimento metanogênico (IMO).
Supercrescimento fúngico intestinal (SIFO).
Síndrome do intestino irritável (SII) – aspectos nutrológicos e estratégias alimentares individualizadas.
Dores musculares crônicas e fibromialgia (sob a ótica nutrológica, considerando inflamação, sono, intestino e nutrientes).
Artrose (osteoartrite) e artrite reumatoide (aspectos nutrológicos, inflamação, peso, microbiota, suplementação).
Orientações nutrológicas em doenças autoimunes: lúpus eritematoso sistêmico, hipotireoidismo/tireoidite de Hashimoto, psoríase, vitiligo, espondilite anquilosante (espondiloartrite axial).
Osteopenia e osteoporose (nutrição voltada para saúde óssea).
Acompanhamento nutrológico pré-gestacional e gestacional (preparo pré-gravidez, suporte durante a gestação, pós-parto e retorno gradual ao peso anterior, com suplementações necessárias).
Infertilidade: aspectos nutrológicos que podem impactar fertilidade masculina e feminina.
Orientações nutrológicas em hipertensão arterial, incluindo abordagem do padrão alimentar (por exemplo, Dieta DASH).
Apoio nutricional para pacientes com zumbido e vertigem, quando houver relação com hábitos alimentares, cafeína, álcool, excesso de sal e outros fatores dietéticos.
Aspectos nutrológicos de pessoas vivendo com HIV em tratamento com antirretrovirais, com foco em composição corporal, saúde óssea, metabolismo, intestino, micronutrientes e efeitos colaterais dos medicamentos.
Se você se reconhece em algum desses perfis, ou suspeita que sua alimentação, intestino, sono ou falta de nutrientes estejam “travando” sua saúde, o próximo passo não é se automedicar ou tentar mais uma dieta da moda. É passar por uma avaliação nutrológica, olhar para o contexto da sua vida e montarmos um plano nutrológico realista, baseado em ciência e adaptado ao seu dia a dia.
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