Como a nutrologia pode ajudar em quadros de hemorroidas?


O que são hemorróidas e por que tantas pessoas sofrem com esse problema?

A doença hemorroidária é uma das condições anorretais mais comuns na população adulta e pode causar desconforto significativo no dia a dia, especialmente durante as evacuações. 

Muitas pessoas acreditam que hemorroida é simplesmente uma “variz no ânus”, mas na verdade trata-se de uma alteração nas estruturas naturais chamadas coxins anais, que participam da continência fecal e da proteção do canal anal. 

Quando esses coxins sofrem alterações estruturais ou funcionais, podem ocorrer sintomas como sangramento, coceira, dor ou sensação de protuberância anal. 

Epidemiologia: Estudos mostram que a prevalência da doença pode variar amplamente na população, atingindo cerca de 4% a 55% das pessoas ao longo da vida, sendo mais comum entre 45 e 65 anos de idade.

Por que as hemorroidas aparecem?

O desenvolvimento da doença hemorroidária geralmente está relacionado a fatores que aumentam a pressão dentro do abdome e do canal anal, especialmente durante o esforço para evacuar. Entre os fatores mais importantes estão a constipação intestinal, a permanência prolongada no vaso sanitário, a dieta pobre em fibras e a ingestão insuficiente de líquidos. 

Esses fatores dificultam a evacuação e obrigam a pessoa a fazer mais força, aumentando a pressão sobre o plexo hemorroidário e favorecendo o surgimento dos sintomas. Com o tempo, essa pressão contínua pode levar ao deslocamento dos coxins anais e ao aparecimento das hemorroidas sintomáticas.

Constipação intestinal e hemorroida: uma relação muito comum

A constipação intestinal é considerada um dos principais fatores associados ao surgimento das hemorroidas. Quando as fezes ficam ressecadas e difíceis de eliminar, o esforço abdominal necessário para evacuar aumenta significativamente, elevando a pressão dentro do canal anal. 

Esse aumento de pressão compromete a drenagem venosa da região, favorecendo a congestão vascular e o aparecimento das hemorroidas. Além disso, o esforço repetido pode causar inflamação local e piorar sintomas como dor, sangramento ou sensação de peso anal. 

Por esse motivo, regularizar o funcionamento intestinal é um dos pilares mais importantes do tratamento conservador.

Quais são os sintomas mais comuns

Entre os sintomas mais frequentemente relatados pelos pacientes estão sangramento durante a evacuação, sensação de protuberância anal, prurido, desconforto local e, em alguns casos, dor. 

O sangramento costuma ser vermelho vivo e pode aparecer no papel higiênico ou nas fezes. Em estágios mais avançados, pode ocorrer prolapso, quando a hemorroida se exterioriza pelo canal anal. 

A intensidade dos sintomas varia bastante entre os pacientes e depende do grau da doença e da presença de inflamação ou trombose local. A avaliação clínica adequada é importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças anorretais com sintomas semelhantes.

Como as hemorroidas são classificadas

As hemorroidas podem ser classificadas em internas ou externas, dependendo da sua localização em relação à linha pectínea do canal anal. 

As hemorroidas internas ainda são divididas em graus que refletem o grau de prolapso. 

  1. No grau I ocorre sangramento sem exteriorização do tecido; 
  2. No grau II há prolapso durante o esforço, mas com redução espontânea; 
  3. No grau III o prolapso necessita de redução manual;
  4. No grau IV o tecido permanece exteriorizado.

Essa classificação ajuda o médico proctologista a definir a melhor abordagem terapêutica para cada paciente.

O papel da alimentação na prevenção e no tratamento

Sou nutrólogo e acadêmico de nutrição e após anos atendendo pacientes com doenças anorretais 9o ambulatório de coloproctologia é de frente para o ambulatório de Nutrologia no meu trabalho) hoje afirmo categoricamente que a alimentação exerce um papel fundamental tanto na prevenção quanto no controle dos sintomas da doença hemorroidária. 

E existe um padrão entre esses pacientes. A maioria tem 3 coisas combinadas: 

  • Baixa ingestão hídrica, 
  • Dieta pobre em fibras,
  • Sedentarismo.

Quantas fibras devem ser consumidas por dia

Dietas pobres em fibras estão frequentemente associadas à constipação intestinal, que por sua vez favorece o surgimento e agravamento das hemorroidas. O aumento da ingestão de fibras alimentares ajuda a formar fezes mais macias e volumosas, facilitando a evacuação e reduzindo a necessidade de esforço. 

Essa mudança simples na alimentação pode reduzir significativamente os sintomas em muitos pacientes e constitui uma das primeiras medidas recomendadas em protocolos clínicos internacionais.

Diversas recomendações clínicas sugerem que pacientes com hemorroidas aumentem a ingestão diária de fibras para cerca de 25 a 35 gramas por dia. Esse aumento pode ser obtido por meio de alimentos naturais como frutas, verduras, legumes, sementes e cereais integrais. 

Quando a alimentação não é suficiente para atingir essa quantidade, pode ser considerada a suplementação de fibras sob orientação profissional: médico ou nutricionista. Estudos clínicos demonstraram que o uso de fibras pode reduzir significativamente sintomas como sangramento e desconforto associados à doença hemorroidária.

Já postei aqui vários textos sobre fibras:

Como dietas e suplementos ricos em fibras podem melhorar a saúde de pacientes com obesidade:

https://www.ecologiamedica.net/2025/08/como-dietas-e-suplementos-ricos-em.html

Todas as fibras são prebióticas? Aprenda a diferenciar:

https://www.ecologiamedica.net/2023/06/todas-as-fibras-sao-prebioticas-aprenda.html

Fibermaxxing: estratégia para aumentar o consumo de fibras em 2026:

https://www.ecologiamedica.net/2026/03/fibermaxxing.html

Como o consumo de frutas auxilia na saúde intestinal?

https://www.ecologiamedica.net/2025/08/como-o-consumo-de-frutas-auxilia-na.html

Aveia: o cereal que regula o intestino

https://www.ecologiamedica.net/2016/01/aveia-o-cereal-que-regula-o-intestino.html

Psyllium: O que é e como essa fibra pode melhorar sua saúde

https://www.ecologiamedica.net/2025/03/psyllium-o-que-e-e-como-essa-fibra-pode.html

Qual a diferença entre arroz branco e arroz integral? A verdade que quase ninguém explica

https://www.ecologiamedica.net/2026/02/qual-diferenca-entre-arroz-branco-e.html

Os prebióticos são importantes para a saúde intestinal?

https://www.ecologiamedica.net/2022/11/os-prebioticos-sao-importantes-para.html

Câncer de intestino e relação com a alimentação

https://www.ecologiamedica.net/2026/01/por-que-falar-sobre-cancer-de-intestino.html

Por que beber água também é fundamental

A água é um dos elementos mais fundamentais para o funcionamento adequado do organismo humano, participando de praticamente todos os processos fisiológicos. No trato gastrointestinal, a hidratação adequada desempenha papel central na digestão, absorção de nutrientes e formação do bolo fecal.  Ou seja, tem influência na doença hemorroidária.

Alguns estudos demonstram que a ingestão adequada de líquidos contribui para manter a consistência ideal das fezes e favorecer o trânsito intestinal. Quando o corpo está bem hidratado, o conteúdo intestinal mantém um equilíbrio adequado de água, o que facilita a movimentação pelo cólon. Esse processo reduz o esforço durante a evacuação e ajuda a preservar a saúde do intestino. Assim, beber água regularmente é uma das medidas mais simples e eficazes para promover o bom funcionamento intestinal, evitando a formação de hemorroidas. 

A hidratação adequada também tem impacto direto na prevenção da constipação intestinal, uma condição extremamente comum na população. Alguns trabalhos indicam que a ingestão insuficiente de líquidos está frequentemente associada a fezes ressecadas e evacuação difícil. 

Quando o organismo recebe pouca água, o cólon tende a reabsorver mais líquido das fezes, tornando-as duras e difíceis de eliminar, e esse processo pode gerar aumento do esforço evacuatório, sensação de evacuação incompleta e maior tempo de permanência das fezes no intestino. 

A constipação crônica, além de causar desconforto abdominal e distensão, também pode desencadear complicações anorretais como a doença hemorroidária, fissura, abcesso anal. Ou seja, existe importante relação entre hidratação e a prevenção da doença hemorroidária, já que a boa ingestão hídrica ajuda a manter as fezes macias e volumosas, reduzindo a necessidade de esforço durante a evacuação.

Além da doença hemorroidária, o esforço repetido para evacuar também pode contribuir para alterações na circulação venosa da região pélvica e dos membros inferiores. Embora as varizes tenham origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ocupacionais, a literatura médica aponta que o aumento crônico da pressão intra-abdominal pode agravar a insuficiência venosa. Falei sobre isso nesse texto: Nutrição e varizes https://www.ecologiamedica.net/2026/02/varizes-alimentacao-compostos.html

Como se vê, a hidratação adequada é essencial para o equilíbrio geral do organismo e para a manutenção da saúde intestinal ao longo da vida. A água participa da produção de saliva, sucos digestivos e muco intestinal, elementos fundamentais para o funcionamento eficiente do sistema digestivo. Além disso, a ingestão regular de líquidos contribui para a manutenção do volume sanguíneo, da regulação térmica e do transporte de nutrientes e metabólitos. 

A quantidade a ser ingerida de líquido variará de paciente para paciente, nível de atividade física, grau de transpiração, ambiente que fica a maior parte do tempo, além de comorbidades associada. Ou seja, não dá para indicar a mesma quantidade de água para um indivíduo saudável e para um portador de insuficiência cardíaca ou insuficiência renal ou doença hepática. 

Sedentarismo, intestino e hemorróidas

O sedentarismo é reconhecido como um fator importante no desenvolvimento de distúrbios gastrointestinais funcionais, especialmente a constipação intestinal. 

A atividade física regular exerce efeitos benéficos sobre a motilidade do trato digestivo, estimulando o peristaltismo intestinal e facilitando o deslocamento do conteúdo fecal ao longo do cólon. Quando uma pessoa permanece longos períodos sentada ou apresenta baixos níveis de atividade física, o trânsito intestinal tende a se tornar mais lento. Alguns trabalhos mostram que indivíduos sedentários apresentam maior prevalência de constipação funcional. 

Mas por que isso acontece? Isso ocorre porque o movimento corporal estimula reflexos neurais e hormonais que favorecem a atividade do intestino, principalmente o peristaltismo. Assim, a redução da atividade física pode contribuir diretamente para o ressecamento das fezes e para evacuações menos frequentes.

A constipação associada ao sedentarismo geralmente resulta em fezes mais duras e em maior esforço durante a evacuação. Quando o trânsito intestinal está lento, o cólon reabsorve mais água do conteúdo fecal, tornando as fezes secas e difíceis de eliminar. Esse processo leva muitas pessoas a realizarem manobras de esforço repetidas durante a evacuação, aumentando a pressão dentro do abdome e na região anorretal. Esse aumento de pressão pode provocar desconforto, sensação de evacuação incompleta e maior tempo gasto no banheiro. Além disso, a evacuação difícil tende a perpetuar um ciclo de constipação, no qual o medo da dor ou do desconforto leva à retenção fecal voluntária, agravando ainda mais o problema.

Esse esforço evacuatório crônico é um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento da doença hemorroidária. As hemorroidas são estruturas vasculares naturais do canal anal que contribuem para a continência fecal, mas podem tornar-se sintomáticas quando submetidas a aumento persistente da pressão local. Em indivíduos sedentários e constipados, o esforço repetido durante a evacuação provoca dilatação das veias hemorroidárias e comprometimento do suporte das estruturas anorretais. 

Com o tempo, isso pode levar ao aparecimento de sintomas como sangramento anal, dor, prurido e sensação de protrusão na região anal. Diretrizes de sociedades de coloproctologia frequentemente destacam a correção do estilo de vida, incluindo aumento da atividade física, como parte essencial da prevenção e do tratamento da doença hemorroidária.

Além disso, o sedentarismo também pode contribuir para alterações na circulação venosa da região pélvica e dos membros inferiores. Permanecer sentado por períodos prolongados reduz a ação da chamada “bomba muscular”, responsável por auxiliar o retorno venoso das pernas e da pelve em direção ao coração. 

Essa redução no retorno venoso pode favorecer a estase sanguínea e aumentar a pressão nas veias da região anorretal. Associado à constipação e ao esforço evacuatório, esse mecanismo pode agravar a congestão vascular das hemorroidas. Por essa razão, recomenda-se que indivíduos com constipação ou sintomas hemorroidários adotem hábitos de vida mais ativos, com caminhadas regulares, exercícios físicos e pausas frequentes para movimentação ao longo do dia, contribuindo para a melhora da motilidade intestinal e da circulação venosa.

Ou seja, movimente-se !

Alimentos que podem ajudar o intestino a funcionar melhor

Alguns alimentos são especialmente úteis para melhorar o funcionamento intestinal e reduzir o risco de constipação. Entre eles estão frutas como mamão, ameixa, laranja com bagaço e kiwi, além de vegetais folhosos, legumes e grãos integrais. Sementes como chia e linhaça também são fontes importantes de fibras e podem contribuir para o aumento do volume fecal. 

Esses alimentos atuam promovendo maior retenção de água nas fezes, facilitando sua eliminação e diminuindo a necessidade de esforço durante a evacuação.

Os alimentos com potencial ação venotônica cito no texto: https://www.ecologiamedica.net/2026/02/varizes-alimentacao-compostos.html

Alimentos ultraprocessados e sintomas de hemorroida

Dietas baseadas em alimentos ultraprocessados geralmente apresentam baixo teor de fibras e alto conteúdo de gorduras, sal e aditivos alimentares. Esse padrão alimentar pode favorecer o aparecimento de constipação intestinal e dificultar o funcionamento regular do intestino. 

Além disso, alimentos muito condimentados e o consumo excessivo de álcool podem agravar sintomas anorretais em algumas pessoas, especialmente em períodos de inflamação local. A adoção de uma alimentação mais natural e equilibrada costuma ser uma estratégia importante no controle dos sintomas.

O papel dos hábitos de evacuação

Além da alimentação, os hábitos relacionados à evacuação também influenciam diretamente o surgimento e agravamento das hemorroidas. Permanecer muito tempo sentado no vaso sanitário pode aumentar a pressão sobre as estruturas anorretais e favorecer o aparecimento de sintomas. Ou seja, aquele habito de ficar rolando o feed do instagram, respondendo whatsapp sentado no trono é altamente deletério, principalmente para quem já tem predisposição para doença hemorroidária. 

O ideal é evacuar apenas quando houver vontade e evitar esforços prolongados. Essa simples mudança comportamental pode reduzir a sobrecarga sobre o plexo hemorroidário e contribuir para a melhora do quadro clínico.

Banhos de assento e cuidados locais

Os banhos de assento com água morna são frequentemente recomendados como medida auxiliar para aliviar sintomas como dor, coceira e desconforto anal. Embora não tratem diretamente a causa da doença, esses banhos podem proporcionar alívio temporário e melhorar o bem-estar do paciente durante fases de inflamação ou irritação local. Eles fazem parte das orientações tradicionais de tratamento conservador associadas a mudanças no estilo de vida e na alimentação.

Quando medicamentos podem ser indicados

Em alguns casos, medicamentos chamados venotônicos (flebotônicos) podem ser utilizados para ajudar no controle de sintomas como sangramento e prurido anal. Esses medicamentos atuam sobre a circulação venosa e podem contribuir para reduzir a congestão vascular local. 

Entretanto, o nível de evidência científica sobre seu efeito ainda é considerado moderado e seu uso deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde. A automedicação não é recomendada, especialmente em casos de sintomas persistentes. Ou seja, procure um médico, em especial coloproctologista ou angiologista.

Quando procedimentos podem ser necessários

Quando as medidas conservadoras não são suficientes para controlar os sintomas, alguns procedimentos ambulatoriais podem ser considerados. Entre eles estão técnicas como ligadura elástica, escleroterapia e coagulação por infravermelho. 

Esses procedimentos costumam ser indicados principalmente para hemorroidas internas de graus iniciais e podem ajudar a reduzir o prolapso e o sangramento. A escolha do tratamento depende de vários fatores clínicos e deve ser discutida com um especialista.

A cirurgia é necessária em todos os casos?

A maioria das pessoas com doença hemorroidária não precisa de cirurgia. Em grande parte dos pacientes, mudanças na alimentação, no estilo de vida e no funcionamento intestinal são suficientes para melhorar os sintomas. 

A cirurgia costuma ser reservada para casos mais avançados, quando há prolapso importante ou quando os sintomas não respondem às medidas conservadoras. A decisão sobre o tratamento mais adequado deve sempre considerar o grau da doença e a intensidade dos sintomas.

Por que cuidar do intestino é a chave para evitar crises

Manter o intestino funcionando regularmente é um dos fatores mais importantes para prevenir o aparecimento ou a recorrência das hemorroidas. Isso inclui uma combinação de alimentação rica em fibras, ingestão adequada de líquidos, atividade física regular e hábitos saudáveis de evacuação. 

Essas medidas ajudam a reduzir o esforço durante a evacuação e diminuem a pressão sobre o sistema venoso da região anal. Pequenas mudanças na rotina diária podem ter impacto significativo na qualidade de vida das pessoas que sofrem com esse problema.

Quando procurar avaliação médica

Sangramento anal, dor intensa ou alterações persistentes no hábito intestinal devem sempre ser avaliados por um profissional de saúde. Embora as hemorroidas sejam uma causa comum desses sintomas, outras condições também podem provocar manifestações semelhantes e precisam ser descartadas. 

Uma avaliação clínica adequada permite identificar corretamente o problema e orientar o tratamento mais seguro e eficaz para cada caso.

Cuidar da alimentação pode fazer grande diferença

Sim e aqui não puxo sardinha para a minha brasa, é evidência científica. A adoção de uma alimentação equilibrada, rica em fibras e com adequada ingestão de líquidos representa uma das estratégias mais importantes para o controle das hemorroidas. 

Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente seus sintomas apenas com mudanças simples na rotina alimentar e no estilo de vida. Essas medidas não substituem a avaliação médica quando necessária, mas podem contribuir de forma relevante para a saúde intestinal e o bem-estar geral.

Biliografia

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FAQ — Perguntas frequentes sobre hemorroidas, alimentação e intestino

1. O que causa hemorroidas?

As hemorroidas geralmente surgem quando ocorre aumento da pressão dentro do canal anal. Isso pode acontecer devido à constipação intestinal, esforço durante a evacuação, dieta pobre em fibras, baixa ingestão de água, sedentarismo, gravidez ou permanência prolongada no vaso sanitário.

2. A constipação intestinal pode causar hemorroidas?

Sim. A constipação é um dos fatores mais associados ao surgimento das hemorroidas. Fezes ressecadas exigem maior esforço para evacuar, aumentando a pressão nas veias da região anal e favorecendo o aparecimento dos sintomas.

3. Quais alimentos ajudam a prevenir hemorroidas?

Alimentos ricos em fibras são os mais recomendados. Frutas como mamão, ameixa e kiwi, além de verduras, legumes, sementes como chia e linhaça e cereais integrais ajudam a formar fezes mais macias e facilitam a evacuação.

4. Quantas fibras devem ser consumidas por dia para evitar hemorroidas?

A maioria das recomendações clínicas sugere ingestão de cerca de 25 a 35 gramas de fibras por dia, provenientes de alimentos naturais ou, quando necessário, suplementação orientada por profissional de saúde.

5. Beber água ajuda a evitar hemorroidas?

Sim. A ingestão adequada de água ajuda a manter as fezes macias e facilita o trânsito intestinal. Isso reduz o esforço evacuatório, um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença hemorroidária.

6. O sedentarismo pode piorar as hemorroidas?

Pode. A falta de atividade física reduz a motilidade intestinal e favorece a constipação. Além disso, permanecer muito tempo sentado pode prejudicar a circulação venosa da região pélvica, contribuindo para o agravamento dos sintomas.

7. Ficar muito tempo no vaso sanitário faz mal?

Sim. Permanecer longos períodos sentado no vaso sanitário aumenta a pressão sobre o plexo hemorroidário. O ideal é evacuar apenas quando houver vontade e evitar o hábito de usar celular ou ler por muito tempo no banheiro.

8. Hemorroidas sempre precisam de cirurgia?

Não. Na maioria dos casos, mudanças no estilo de vida, alimentação rica em fibras, hidratação adequada e atividade física já são suficientes para melhorar os sintomas. A cirurgia costuma ser indicada apenas em casos mais avançados.

9. Banho de assento ajuda nas hemorroidas?

Sim. Banhos de assento com água morna podem aliviar temporariamente sintomas como dor, coceira e irritação anal, sendo frequentemente utilizados como medida complementar no tratamento conservador.

10. Quando é necessário procurar um médico?

Sangramento anal, dor intensa, prolapso persistente ou alterações no hábito intestinal devem ser avaliados por um profissional de saúde. Embora hemorroidas sejam comuns, outros problemas intestinais também podem causar sintomas semelhantes.

Autor: Dr. Frederico Lobo – Médico Nutrólogo – CRM-GO 13192 – RQE 11915 – Gostou do texto e quer conhecer mais sobre minha pratica clínica, clique aqui. 

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