Muita gente ainda associa o nutrólogo apenas a “emagrecimento” e “ganho de massa muscular”. Na prática, isso representa uma parte pequena do vasto campo da Nutrologia.
Meu dia a dia no consultório em Goiânia tenho um grande foco em obesidade (emagrecimento), mas também pacientes com questões complexas de saúde, muitas vezes ligadas ao intestino, metabolismo, inflamação crônica, saúde mental e fases especiais da vida. Ou seja, sou um especialista em Nutrologia na parte clínica. Não trabalho com a parte hospitalar, encaminho para uma afilhada, a médica Adrielly Cunha Oliveira da clínica Juntos.
Ao longo dos anos, fui me especializando justamente em áreas que a maioria dos nutrólogos evita, por serem mais trabalhosas, exigirem estudo contínuo e um olhar mais detetive. Abaixo, você encontra um resumo dos principais perfis de pacientes que atendo hoje. Muito desse conhecimento devo ao ambulatório de Nutrologia no SUS, o qual estou a frente desde 2015. Caso queira conhecer mais sobre minha prática clínica, clique aqui.
Pessoas saudáveis que desejam orientações nutrológicas para comer de forma mais equilibrada, melhorar hábitos de vida e aumentar a chance de uma longevidade com qualidade. Ajudo a pessoa a ter autonomia alimentar.
Pacientes com forte histórico familiar de doenças relacionadas à alimentação (como câncer, doenças autoimunes e transtornos psiquiátricos) que querem uma alimentação mais protetora.
Quem busca um “check-up nutrológico” para investigar possíveis déficits de vitaminas, minerais e outros nutrientes, a partir de sinais, sintomas e exames laboratoriais.
Ganho de massa magra (hipertrofia muscular) sem uso de esteroides anabolizantes, SARMs ou biopeptídeos.
Sarcopenia (pouca massa muscular associada à perda de força).
Sobrepeso e obesidade. Vasta experiência com obesidade grave. Desde a infância/adolescência até idosos.
Baixo peso ou magreza excessiva constitucional.
Pacientes desnutridos, seja por doença, perda de apetite, dieta inadequada ou outros fatores.
Acompanhamento nutrológico pré e pós-cirurgia bariátrica.
Fadiga, cansaço crônico, fraqueza, indisposição e sensação de “pilha fraca” sem explicação clara.
Anemias carenciais (por deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico, cobre).
Situações em que se suspeita que a alimentação, o sono, o intestino ou a falta de nutrientes estejam drenando energia.
Pacientes vegetarianos, veganos, ovolactovegetarianos, reducitarianos que desejam fazer uma transição segura ou otimizar a alimentação.
Detecção de déficits nutricionais, investigação de sintomas relacionados a carências de nutrientes e planejamento de suplementação, quando necessário.
Importante: não atendo crudivorismo.
Aspectos nutricionais de quadros de ansiedade.
Aspectos nutricionais de depressão.
Aspectos nutricionais de pacientes portadores de insônia.
Aspectos nutricionais de pacientes portadores do transtorno bipolar do humor.
Aspectos nutricionais da síndrome do pânico.
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) – foco em ajustes alimentares, sono, nutrientes específicos e estilo de vida.
Importante: não tenho experiência com esquizofrenia ou autismo; nesses casos, a condução deve ser feita por psiquiatras com esse foco específico.
Aspectos nutrológicos da acne.
Aspectos nutrológicos da rosácea.
Queda de cabelo de origem nutricional.
Unhas quebradiças e frágeis associadas à falta de nutrientes ou alimentação inadequada.
Orientações nutrológicas no pré-diabetes e no diabetes mellitus tipo 2.
Dislipidemias: colesterol alto (hipercolesterolemia) e triglicérides elevados (hipertrigliceridemia).
Síndrome metabólica (com ou sem obesidade), incluindo alterações de glicemia, pressão arterial, circunferência abdominal e perfil lipídico.
Esteatose hepática não alcoólica / MASLD (doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica).
Hiperuricemia e gota (ácido úrico elevado).
Litíase renal (cálculo renal), incluindo estratégias dietéticas para reduzir recorrência.
Gases intestinais, distensão abdominal, estufamento, empachamento e digestão lentificada.
Intolerâncias alimentares: lactose, polióis, salicilatos, d-xilose, má absorção de frutose, rafinose, intolerância à sacarose, fructanos, galactanos.
Doença celíaca (aspectos nutrológicos, exclusão de glúten e manejo das carências nutricionais).
Sensibilidade não celíaca ao glúten.
Doença de Crohn (aspectos nutrológicos).
Retocolite ulcerativa (aspectos nutrológicos).
Doença diverticular do cólon e diverticulite (aspectos nutrológicos).
Constipação intestinal (intestino preso): investigação de causas alimentares e estratégias para melhora do trânsito intestinal.
Diarreia crônica: avaliação de causas nutricionais, intolerâncias e má absorção.
Dispepsia relacionada à ingestão de alimentos específicos (má digestão).
Gastrite e esofagite, com foco em ajustes alimentares que auxiliem o tratamento.
Alterações da permeabilidade intestinal (“leaky gut”).
Disbiose intestinal.
Síndrome de supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) e supercrescimento metanogênico (IMO).
Supercrescimento fúngico intestinal (SIFO).
Síndrome do intestino irritável (SII) – aspectos nutrológicos e estratégias alimentares individualizadas.
Dores musculares crônicas e fibromialgia (sob a ótica nutrológica, considerando inflamação, sono, intestino e nutrientes).
Artrose (osteoartrite) e artrite reumatoide (aspectos nutrológicos, inflamação, peso, microbiota, suplementação).
Orientações nutrológicas em doenças autoimunes: lúpus eritematoso sistêmico, hipotireoidismo/tireoidite de Hashimoto, psoríase, vitiligo, espondilite anquilosante (espondiloartrite axial).
Osteopenia e osteoporose (nutrição voltada para saúde óssea).
Acompanhamento nutrológico pré-gestacional e gestacional (preparo pré-gravidez, suporte durante a gestação, pós-parto e retorno gradual ao peso anterior, com suplementações necessárias).
Infertilidade: aspectos nutrológicos que podem impactar fertilidade masculina e feminina.
Orientações nutrológicas em hipertensão arterial, incluindo abordagem do padrão alimentar (por exemplo, Dieta DASH).
Apoio nutricional para pacientes com zumbido e vertigem, quando houver relação com hábitos alimentares, cafeína, álcool, excesso de sal e outros fatores dietéticos.
Aspectos nutrológicos de pessoas vivendo com HIV em tratamento com antirretrovirais, com foco em composição corporal, saúde óssea, metabolismo, intestino, micronutrientes e efeitos colaterais dos medicamentos.
Se você se reconhece em algum desses perfis, ou suspeita que sua alimentação, intestino, sono ou falta de nutrientes estejam “travando” sua saúde, o próximo passo não é se automedicar ou tentar mais uma dieta da moda. É passar por uma avaliação nutrológica, olhar para o contexto da sua vida e montarmos um plano nutrológico realista, baseado em ciência e adaptado ao seu dia a dia.
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