Programa para tratamento intensivo da obesidade
Na atualidade já sabemos muito sobre mecanismos fisiopatológicos relacionados à obesidade, porém, o índice de sucesso terapêutico ainda é muito baixo. A literatura mostra que somente 5 a 10% dos pacientes conseguem perder peso e sustentar essa perda de peso após 5 anos. Para ler mais sobre, clique aqui.
Ou seja, a obesidade tem altas taxas de falha. Um tipo de abordagem que eu e meu nutricionistas temos visto como eficaz é:
1) Adoção de algumas táticas da Nutrição comportamental, combinadas com técnicas da Terapia cognitivo comportamental e de Mindful eating,
2) Acompanhamento contínuo e intensivo comigo.
3) Utilização de medicações para tratamento da obesidade, de forma racional.
4) Prática regular de atividade física.
No programa a abordagem da obesidade é individualizada e baseada no que há de mais novo na literatura científica. Abomino prescrição de dietas altamente restritivas, bem como dieta HCG, uso de hormônios para fins estéticos/emagrecimento. Não faço prescrição de soros endovenosos para fins de emagrecimento. Nenhuma dessas terapias possuem o aval da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), da Associação para estudos da obesidade (ABESO) ou da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia (SBEM).
Em todos os pacientes portadores de sobrepeso e obesidade aplico um questionário de 15 páginas que elaborei em parceria com 3 psicólogas especialistas em Terapia cognitivo comportamental. A partir dele desenvolvo o tratamento do paciente. Há inúmeras variáveis que devem ser analisadas.
1) Níveis de nutrientes,
2) Tipo de exercício físico que está sendo feito, se o paciente está alcançando a zona alvo de queima de gordura. Visto através da calorimetria indireta.
3) Padrão de sono e suas variáveis. Para a maioria dos pacientes portadores de obesidade solicito a avaliação de um colega médico do sono.
4) Função gastrintestinal, renal, hepática.
5) Aspectos psicológicos, gatilhos para compulsões ou não adesão à dieta: que facilmente percebemos no questionário de emagrecimento.
6) Composição corporal, quantidade de massa magra, percentual de gordura, taxa metabólica basal, gasto energético total, água corporal total através da Bioimpedanciometria ou DEXA.
7) Análise dos gatilhos emocionais que acionam a busca por alimentos hiperpalatáveis ou hipercalóricos.
Ou seja, é uma abordagem sistêmica na qual tudo deve ser levado em conta já que os fatores se inter-relacionam.
Para saber mais sobre o programa: Obesidade com ciência e presença, entre em contato com a minha secretária clicando aqui.